
Sobre o curso
O curso visa oferecer uma compreensão aprofundada dos transtornos de comportamento a partir da ótica da Psicanálise Lacaniana, articulando teoria e prática clínica.
Busca-se capacitar o participante a: reconhecer os comportamentos sintomáticos como formas de linguagem e expressão do sujeito; compreender a relação entre ato, desejo e estrutura psíquica segundo Lacan; analisar o papel do Outro, da função paterna e do gozo na constituição dos quadros comportamentais; desenvolver uma escuta clínica que vá além da correção do comportamento, favorecendo a emergência da palavra e da posição subjetiva; aplicar conceitos lacanianos na leitura de casos, intervenções e condução da transferência.
O curso visa, portanto, ampliar a capacidade clínica e teórica do profissional, promovendo uma abordagem mais rigorosa, ética e sensível às singularidades de cada sujeito.
Programação
10 de fevereiro | 19h
Os Transtornos de Comportamento, a Linguagem e os Significantes | Pt. 01
Para Lacan, os chamados transtornos de comportamento não podem ser reduzidos a simples atos desajustados ou falhas de controle. Eles devem ser lidos como respostas do sujeito dentro do campo da linguagem, onde o comportamento aparece como forma de significar aquilo que não encontrou palavra. O sujeito, ao entrar na ordem simbólica, é marcado por significantes que o nomeiam, o situam e organizam sua relação com o desejo do Outro.
24 de fevereiro | 19h
Os Transtornos de Comportamento, a Linguagem e os Laços Sociais | Pt. 02
Os chamados transtornos de comportamento não são desvios isolados, mas sinais de um impasse na forma como o sujeito se vincula aos laços sociais. Para Lacan, o sujeito só existe na relação com o Outro, na linguagem, na lei e no desejo do Outro que ele encontra seu lugar. Quando essa relação se fragiliza, se confunde ou produz excesso, o sujeito pode recorrer ao ato como modo de responder ao que não pode simbolizar.
03 de março | 19h
Mas o que pode a Psicanálise? | Pt. 03
Longe de ser apenas um “problema”, o comportamento é um significante em ação, uma tentativa de o sujeito inscrever-se na linguagem e lidar com o excesso de gozo que não encontrou mediação simbólica. A clínica, portanto, busca abrir espaço para que o sujeito possa transformar o ato em palavra, reinscrevendo-se de modo menos sofrido na cadeia significante que o constitui.

Dr. Ferdinando Zapparoli
Professor convidado
Psicanalista Praticante no Instituto Lalangue, Diretor Pedagógico do Instituto ESPE, Físico da Universidade Estadual de Londrina, Especialista em Transtornos Globais do Desenvolvimento, Especialista em Fundamentos da Psicoterapia Psicanalítica, Doutor em Ensino de Ciências e Educação Matemática, com Pós-doutorado em Linguagem e Ciências da Natureza.





