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Formação clínica
 

Grupo de Estudos Clínicos Clinicar no Tempo Presente

Participe ao vivo de um grupo de estudos ao vivo guiado por Mateus Souza!

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Existe uma tensão pouco discutida na formação em psicologia clínica: aprendemos muito sobre o paciente, mas relativamente pouco sobre nós mesmos como profissionais em ação. Embora estudemos teorias, modelos de intervenção e categorias diagnósticas, o cotidiano da clínica é atravessado por experiências que raramente encontram espaço para reflexão.

 

Este grupo de estudos clínicos parte de uma pergunta simples: quem é o terapeuta quando está diante de seu paciente? Mais do que aprofundar conceitos, o percurso de oito encontros ao vivo convida à reflexão sobre a experiência clínica, seus dilemas e seus limites, fortalecendo uma prática mais consciente, ética e humana.

 4 motivos para participar do grupo 

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Os Desafios clínicos

A clínica coloca perguntas que a formação

nem sempre responde


Aprendemos a compreender o sofrimento do outro, mas nem sempre a complexidade do encontro clínico. 

Muitos profissionais:

  • Enfrentam impasses clínicos

  • Sustentam decisões difíceis

  • Sentem os limites da técnica

  • Carecem de diálogo clínico

  • Encontram espaço para elaborar

Âncora 1

 VALOR PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO 

Participe ao vivo!

Garanta agora sua participação no grupo de estudos clínicos online e ao vivo com Mateus Souza

R$ 499,00 à vista ou

8 x R$ 62,39

 Programação 

Encontro 01

04/08 \ 19:30

O que funda a relação

 

O que produz mudança terapêutica não é a técnica, mas a qualidade do vínculo. Empatia, congruência e consideração positiva incondicional são as condições que sustentam a transformação.

 

Carl Rogers

ROGERS, C. R. The necessary and sufficient conditions of therapeutic

personality change. Journal of Consulting Psychology, v. 21, n. 2, p. 95-103, 1957.

Encontro 02

11/08 \ 19:30

O amor na transferência

O amor do paciente pelo terapeuta é real, mas sua origem é clínica e é por isso que correspondê-lo seria uma traição ao tratamento. A abstinência mantém o espaço terapêutico como lugar de elaboração.

Freud

FREUD, S. Observações sobre o amor de transferência (1915). In: Obras Completas, vol. 12. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Encontro 03

18/08 \ 19:30

O que o terapeuta sente

O terapeuta pode odiar o paciente em certas circunstâncias, e negar esse sentimento é clinicamente perigoso. Reconhecer o ódio é o que impede que ele governe a clínica.

 

Donald Winnicott

WINNICOTT, D. W. O ódio na contratransferência (1949). In: Textos Selecionados: da Pediatria à Psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

Encontro 04

25/08 \ 19:30

O dinheiro

Falar sobre honorários não é um detalhe burocrático, é parte do tratamento. A gratuidade, longe de ser generosa, pode ser clinicamente prejudicial.

 

Freud

FREUD, S. Sobre o início do tratamento (1913). In: Obras Completas, vol. 10. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

Encontro 05

01/09 \ 19:30

O que o terapeuta

não vê e o que não suporta ver

Dois movimentos opostos: os efeitos invisíveis e duradouros do trabalho clínico, e os limites do que o terapeuta consegue suportar diante da morte de um paciente.

Irvin Yalom

YALOM, I. D. Criaturas de um Dia. Rio de Janeiro: Ediouro, 2015. (Caps. 4 e 8: "Obrigado, Molly" e "Adquira sua própria doença fatal: homenagem a Ellie") 

Encontro 06

08/09 \ 19:30

Poder e assimetria

O encontro clínico não é neutro: é estruturado por um regime de poder e saber que precede qualquer boa intenção. O paciente já chega constituído como objeto de um olhar especializado.

Michel Foucault

FOUCAULT, M. O Nascimento da Clínica (1963). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011.

Encontro 07

15/09 \ 19:30

O que é curar

A eficácia da cura não está na técnica, mas na crença do curador em si, do paciente no curador e do grupo em ambos. A cura é um fenômeno simbólico e narrativo.

Claude Lévi-Strauss

LÉVI-STRAUSS, C. O feiticeiro e sua magia. In: Antropologia Estrutural (1949). Rio de Janeiro: Cosac Naify, 2008.

Encontro 08

22/09 \ 19:30

O fim

Um balanço honesto sobre os limites do que a clínica pode alcançar e sobre o que significa terminar um processo terapêutico sem que tudo esteja resolvido.

Freud

FREUD, S. Análise terminável e interminável (1937). In: Obras Completas, vol. 19. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. 

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Mateus Souza

Professor convidado

Professor, psicoterapeuta e supervisor clínico. Mestre em Ensino, História e Filosofia das Ciências e doutorando em Sociologia (UFBA). Atua no ensino de modelos de intervenção contextuais e coordena o grupo de estudos Clinicar no Tempo Presente, dedicado ao diálogo entre clínica, filosofia e sociologia contemporâneas.

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